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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

"EDITAM-SE LIVROS DE MAIS?"

"Editam-se livros de mais? Acho que sim, pelo menos para os livreiros, editores, autores e distribuidores. Não tenho a certeza em relação ao público em geral, porque esse ganha, à primeira vista, com a diversidade. A humanidade escreve muito mais livros do que consegue ler, isso é uma evidência. Edita-se um milhão de livros por ano e ficam dois ou três por editar, quer isso dizer que se escrevem dois a três milhões de livros por ano. Se um ser humano pudesse dedicar toda a sua vida apenas a ler, conseguindo, suponhamos, ler quatro livros por semana, 200 por ano, dez mil em meio século - seria igual a nada, tendo em conta os milhões e milhões de livros existentes em todo o mundo"

- ler O post de Jaime Bulhosa aqui, no Blogue da Pó dos Livros.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

UM MILHÃO DE LIVROS GRÁTIS ONLINE

Iniciativa do Grupo Porto Editora aqui em Wook.pt.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O MUNDO DOS LIVROS SOB(RE) A PRESIDÊNCIA BUSH

"Whether you loathed him, liked him, or merely tolerated his face in your peripheral vision, George W Bush was a success in one respect: at the American bookstore. Since the contested election of 2000, current events and political titles have helped prop up America's sagging publishing industry, proving to be the fastest growing sellers at chain stores. "

- ler aqui o artigo "A new deal for US publishers" no The BookBlog do The Guardian.

Que tipo de livros surgirão no mercado na era Obama?

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

LIVRO DIGITAL ULTRAPASSA PAPEL DENTRO DE 10 ANOS

“Os livros electrónicos vão ultrapassar o volume de negócios dos livros de papel dentro de 10 anos. A conclusão resulta de um inquérito realizado entre mil profissionais do sector de 30 países presentes na Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha.”


- fotografia por Thomas Lohnes/ AFP

- ler aqui a notícia completa no JN

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

FUTUROLOGIA

Na era (do) digital, haverá espaço para a leitura? O debate no The Independent, num artigo onde os peritos fazem as suas previsões sobre o futuro da literatura e dos livros:

“A transatlantic debate is currently raging about whether a decade of staring at computer screens, sending emails and text messages, and having our research needs serviced instantly by Google and Wikipedia, has taken a terrible toll on our attention, until our brains have been reconfigurated and can no longer adjust the tempo of our mental word-processing to let us read a book all the way through. “

- ler aqui o artigo no The Independent.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

PORTO EDITORA NÃO VAI EDITAR “A JÓIA DE MEDINA”

A Porto Editora anunciou hoje em comunicado que "recusou editar" o romance da escritora Sherry Jones sobre o casamento do profeta Maomé com uma menina de seis anos, intitulado "A jóia de Medina".

A decisão foi tomada com base no parecer extremamente desfavorável redigido por um dos consultores editoriais da Porto Editora, a quem foi pedido a análise do original por Manuel Alberto Valente", lê-se no comunicado.

A editora portuguesa afirma que a sua decisão não foi influenciada pela "desistência da Random House em publicar o livro nos Estados Unidos".

- ler aqui a notícia completa na RTP

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

A JÓIA DE MEDINA CENSURADA

No início do mês de Agosto a Random House cancelou o lançamento do livro “A Jóia de Medina” de Sherry Jones, que tinha data marcada para o dia 12 deste mês, com o argumento de que a publicação do livro poderia incitar a conflitos raciais.

Porquê? O livro conta a história de Aisha, desde o seu casamento com o Profeta Maomé, aos seis anos, até à sua morte. A opção da editora gerou polémica nos jornais e nos blogs em torno da auto-censura.

Salman Rushdie veio a público condenar a editora. “This is censorship by fear and it sets a very bad precedent indeed.”, disse o escritor.

E o livro, que não chegou às livrarias para evitar tumultos, deu, provavelmente, origem a mais posts e a mais artigos de opinião do que se tivesse sido publicado como planeado.




No Times Online, Mick Hume pergunta: “Who needs book burners if “offensive” books are not allowed to be published in the first place?”

“The threat to freedom here does not come from a few Islamic radicals, but from the invertebrate liberals of the cultural establishment who have so lost faith in themselves that they will surrender their freedoms before anybody starts a fight. The mere suggestion of causing offence to some mob of imagined stereotypes is enough to have them scurrying for a bomb shelter, their creative imaginations blowing up small protests into the threat of a big culture war.“

- ler aqui o artigo completo no Times Online.


Stanley Fish, em defesa dos critérios da editora: “Random House is free to publish or decline to publish whatever it likes, and its decision to do either has nothing whatsoever to do with the Western tradition of free speech or any other high-sounding abstraction.”

“So what Random House did was not censorship. (Some other press is perfectly free to publish Jones’s book, and one probably will.) It may have been cowardly or alarmist, or it may have been good business, or it may have been an attempt to avoid trouble that ended up buying trouble. But whatever it was, it doesn’t rise to the level of constitutional or philosophical concern.”

- ler aqui o artigo de opinião no New York Times.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

A ABSURDA AVENTURA DE JAVIER MATÍAS

Num artigo de opinião recentemente publicado no Babelia do jornal El País, o escritor Javier Marías descreve a “absurda aventura” que é ser editor do Reino da Redonda, “la editorial más pequeña y pausada del Reino de España”.

O autor critica o destaque que é dado aos best-sellers pelos media generalistas e respectivos suplementos literários.

E afirma: nem um Prémio Literário cujo júri é composto por grandes nomes internacionais ( Mendoza, Savater, Pérez-Reverte, Antony Beevor, Rodríguez Rivero, George Steiner, Almodóvar, Coetzee, Rohmer, Alice Munro, William Boyd, Ashbery, Coppola, Villena, Magris, Sir John Elliott, Lobo Antunes, Gimferrer), consegue competir com o top-ten dos “mais lidos” em matéria de atenção mediática.

""Productos podridos", los llamé una vez, ante los que sin embargo nadie protesta en esta época de defensa de los consumidores. Ni siquiera los críticos, que pocas veces ya distinguen cuándo un libro está agriado. Lo que sale de Reino de Redonda es muy lento y modesto, pero al menos se puede tener la certeza de que está en buenas condiciones. Supongo que el verdadero destino de estas publicaciones es convertirse, de aquí a unos años, en objeto de coleccionistas, los cuales acaso busquen desesperadamente el título que les falte para completar su colección."

- ler aqui o artigo completo no blog de Javier Marias.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

ORGULHO E PRECONCEITO DAS EDITORAS



Até Jane Austen teria dificuldade em publicar os seus livros no século XXI. A história não é nova mas decidimos, ainda assim, recuperá-la no blogue do CLP.

Há cerca de um ano, David Lassman decidiu copiar os primeiros capítulos de algumas obras de Jane Austen e enviá-los para as editoras sob um nome falso. O objectivo era provar que muitas obras de qualidade nunca chegam ao mercado. Surpresa das surpresas: não só a autoria dos textos não foi reconhecida, como a maioria das editoras se recusou a publicá-los.

“But what really astonished David Lassman was that only one of 18 publishers and literary agents recognised her work when it was submitted to them under a false name. “ - ler aqui o artigo completo na Times Online.

"It was unbelievable," he said. "If the major publishers can't recognise great literature, who knows what might be slipping through the net? (..) He typed them out himself, and signed them Alison Laydee after Austen's early pseudonym A Lady. To offer a few more hints, he called Pride and Prejudice 'First Impressions', the original title for the story, and wrote a return address of the Jane Austen Centre in Bath, where he works as the director of the Jane Austen Festival.” - ler aqui o artigo completo no Daily Mail.