quarta-feira, 8 de outubro de 2008

terça-feira, 7 de outubro de 2008

PRESIDENTE DA ACADEMIA DE LETRAS DE BRASÍLIA NO CLP

O Clube Literário do Porto recebe, esta noite pelas 21:30, o Presidente da Academia de Letras de Brasília, José Carlos Gentili, para uma conferência sobre a Academia brasileira.



- saber mais aqui sobre a Academia de Letras de Brasília.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

PROPOSTAS PARA O OUTONO PELO CNC



O Núcleo do Porto do Centro Nacional de Cultura propõe para este Outono uma conferência sobre Irene de Vilar, no âmbito do Ciclo de Conferências “Figuras da Cultura do Porto”, por Laura Castro. E ainda o passeio pedonal sob o tema “Coimbra…História Viva”, por Alves Costa.

- ver aqui as propostas do CNC.

USAR UM JOGO DE VÍDEO PARA CRIAR LEITORES

No dossier The Future of Reading do New York Times, a história de um jogo de vídeo em que o jogador só avança para o nível seguinte se responder a perguntas relacionadas com o livro. A estratégia de associar um jogo a um livro impresso não é nova e pretende incentivar os jovens à leitura:

“You can’t just make a book anymore,” said Mr. Haarsma, a former advertising consultant. Pairing a video game with a novel for young readers, he added, “brings the book into their world, as opposed to going the other way around.”

Mr. Haarsma is not the only one using video games to spark an interest in books. Increasingly, authors, teachers, librarians and publishers are embracing this fast-paced, image-laden world in the hope that the games will draw children to reading.

- ler aqui o artigo completo no NewYorkTimes, The Future of Reading

domingo, 5 de outubro de 2008

OFICINA DE ARTE CONTEMPORÂNEA: ARTE DE OLHAR E VER




Será a obra de arte fruto da inspiração ou da transpiração? O que é feito da pintura e da escultura? Porque é que uma cadeira pode ser uma obra de arte? O que é uma instalação?

A oficina “A Arte de Olhar e Ver” está pensado para quem visita uma exposição e sente que olha mas não vê.

O objectivo desta formação é ajudar a descodificar a arte contemporânea, através de uma viagem pela arte do século XX até à actualidade.

Ao longo dos tempos, o campo da arte experimentou alterações profundas, chegando até à actualidade, muitas vezes, sob formas que parecem ao espectador estranhas, impenetráveis e certamente não artísticas.

Se em épocas passadas a função da arte consistia na representação objectiva da realidade, hoje, a arte entranhou-se na vida de todos os dias, mexendo com as expectativas do público e obrigando-o a ter uma mente aberta e sem preconceitos.

Perceber a poética da arte actual é um dos objectivos da oficina, no qual serão fornecidas as ferramentas essenciais para usufruir da arte contemporânea, olhando e vendo de corpo inteiro.

FORMADORAS: Catarina Rocha e Rita Pinto




Nº DE AULAS: 6 + 1 visita guiada a exposição

CARGA HORÁRIA: 3 horas semanais

HORÁRIO: sábados, entre as 16:00 e as 19:30

DATA DE INÍCIO: 8 de Novembro (8, 15, 22, 29 de Novembro/ 6, 13 de Dezembro)

PROPINA: 80 euros

PARA INFORMAÇÕES OU INSCRIÇÕES
EMAIL: clubeliterariodoporto@gmail.com (assunto: formação - arte de olhar e ver)
TELEFONE: 22 2089228

- ver aqui o Plano do Oficina.



INSCRIÇÕES ABERTAS

sábado, 4 de outubro de 2008

NOITES DE OUTONO com José Rito

Noites de Outono no Clube Literário do Porto, hoje com música de José Rito (piano).


HOJE
no CLP
às 22:30

VOLTAM AS QUARTAS MAL DITAS AO CLP

As "Quartas Mal Ditas" voltam a ter lugar no clube Literário do Porto, a partir do dia 22 de Outubro, pelas 22:00, sob o tema “Dióspiros & outros frutos”.

O poeta convidado é Daniel Maia-Pinto Rodrigues.

EXPOSIÇÃO DE PINTURA “DEVANEIOS DE COR E LUZ”

Inauguração da exposição de Pintura “Devaneios de Cor e Luz” de Yasmin dos Anjos, esta noite, dia 4 de Outubro, às 17:00 no CLP.




- saber mais aqui sobre o trabalho da artista.

Yasmin dos Anjos é artista autodidacta, nascida na cidade do Porto, a 18 de Novembro de 1980. Licenciou-se na área de Gestão, mas o seu percurso vocacional e filosofia de vida ditaram um destino bem diferente.
Em Dezembro de 2007, publica o primeiro livro, “Nas asas do amor - Diário de Reflexão e Poesia”, com ilustrações da Josephine Wall, e realiza a sua primeira exposição de pintura na emblemática Herbolarium.
Yasmin diz beber de fontes ligadas à espiritualidade, procurando espelhar as visões da alma nas suas pinturas e nos seus escritos, reflectindo neles toda uma série de elementos simbólicos, oníricos, filosóficos, alegóricos, utópicos, arquetípicos e mesmo alguns elementos ligados à magia e ao encantamento, esses capazes de resgatar a nossa criança interior.

- saber mais aqui sobre a artista.


A exposição “Devaneios de cor e luz” estará patente na Cave do Clube Literário do Porto até ao dia 16 de Outubro.

HOJE
no CLP
às 17:00

INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO DE PINTURA “A MESA”, de Céu Costa

Inauguração da exposição de pintura “A mesa” de Céu Costa, esta noite, às 21:30, no Clube Literário do Porto.




-Fotografia de Luís Pisco.

A exposição “A mesa” estará patente na Galeria do CLP até ao dia 15 de Outubro.

HOJE
no CLP
às 21:30

DINIS MACHADO

“O escritor Dinis Machado morreu esta sexta-feira em Lisboa, aos 78 anos, disseram à agência Lusa as editoras Bertrand e Assírio & Alvim.“

- ler aqui a notícia completa no JN.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

APRESENTAÇÃO DO LIVRO “AMOR, CITTÀ APERTA”

O Clube Literário do Porto recebe hoje, às 21:30, Danyel Guerra para a apresentação audiovisual do livro “Amor, Città Aperta”, Armazém Literário, com leitura de textos por Matilde Monteiro.



Durante a apresentação, serão exibidos excertos do filme “La Dolce Vita“, de Fellini.

HOJE
no CLP
às 21:30

FESTA DAS VINDIMAS 2008 NO CLP

Esta noite, no Clube Literário do Porto, as cantigas ao desafio pelo Grupo de Danças e Cantares de Nossa Senhora de Guadalupe.


HOJE
no CLP
às 22:30

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

OFICINA DE ARTE CONTEMPORÂNEA: “ARTE DE OLHAR E VER"

Partindo do estudo das vanguardas artísticas do séc.XX, vamos descobrir a nova relação entre o público e a arte actual.

FORMADORES: Catarina Rocha e Rita Pinto


EM BREVE

MARKETING PERFEITO PARA UM LIVRO

Em matéria de publicidade, não há operação de marketing que resulte melhor do que a censura de um livro, diz Nicholas Lezard, no blogue do The Guardian.

“There's nothing like a ban to give a book a good reputation. The struggle between free thought and government is an endless one, but when someone bans a book, the book has won.”

“But at least when books were being banned it showed someone was taking them seriously – even if they were looking at them upside-down, or through the wrong end of a telescope. The worst thing that can happen to a book is complete indifference.”

- ler aqui o artigo completo no The BooksBlog do The Guardian.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

“A EUROPA AINDA É O CENTRO DO MUNDO DA LITERATURA”

A Academia Sueca dá início à polémica, antes mesmo de ser anunciado o Nobel da Literatura.

Numa entrevista à Associated Press, Horace Engdahl afirma que os Estados Unidos não chegam aos calcanhares da literatura europeia, porque “não traduzem o suficiente” e não participam no “grande diálogo da literatura”.

“Bad news for American writers hoping for a Nobel Prize next week: the top member of the award jury believes the United States is too insular and ignorant to compete with Europe when it comes to great writing.”

“"Of course there is powerful literature in all big cultures, but you can't get away from the fact that Europe still is the center of the literary world ... not the United States," he told The Associated Press in an exclusive interview Tuesday.”

- ler aqui a entrevista completa na AP.

DIA MUNDIAL DA MÚSICA NO CLP

O Clube Literário do Porto assinala esta noite, às 21:30, o Dia Mundial da Música com um concerto comemorativo pela voz de Sérgio Martins (tenor) e música de Ángel González (piano).


HOJE
no CLP
às 21:30

SUGESTÕES DE LEITURA PARA OUTUBRO por Rui Costa

“Rimbaud” - Yves Bonnefoy, Cotovia (2004)

Nunca fui fanático de biografias mas esta conquistou-me. Bonnefoy alia a inteligência à sensibilidade, a intuição à lucidez, e isto é raro como o rapaz de olhos azuis que escreveu tudo até ao fim da infância, marcada pelo “atentado metafísico” que sofreu através da mãe, que lhe suscita a frase: “A Senhora está demasiado a prumo na planície.” Mas talvez nunca tenha conseguido libertar-se dela, nem de Cristo, “o eterno roubador de energias.” O amor não lhe calha bem, é um inválido do coração, mas nunca renuncia ao desejo. Não encontra a vida verdadeira (isto é lá coisa que se encontre?) e acaba paralisado numa cama, de regresso à esfera materna, pronto a morrer no açougue onde o canibalizamos ainda um pouco mais.


Um livro de micro-ficção, um “não-género” que dá os primeiros passos em Portugal. Como escrevi num artigo recente para uma revista, “o que mais me atrai na micro-ficção é a sua extrema aptidão para a promiscuidade. A micro-ficção não é um género literário, é a riqueza da impossibilidade de o ser. Confunde os géneros e deixa-nos (bem) perdidos no caminho para qualquer definição.” Rui Manuel Amaral, cujos textos conhecíamos do blog “dias felizes”, também participa na “Primeira Antologia de Micro-ficção Portuguesa” (Exodus, 2008), que organizei. Em “Caravana” dá-nos textos como este:

“O meteorologista”
Quando o sol tem dificuldades de natureza interna e não consegue evacuar as matérias redundantes, enfia um meteorologista no cu. (Infelizmente não sou poeta e por isso não sei dizer isto de uma maneira mais bela e justa.) Pois bem, só depois de o astro-rei se sentir aliviado das desordens e angústias do corpo, as previsões voltam a bater certo.
São assuntos de que a ciência evita falar.


1. “Estórias Domésticas” é uma casa-fialho, antítese da casa-televisão que aparece na capa, metáfora inversa e desligada porque vinda do futuro, como um ovni ou aquela pedra negra do filme do Kubrick que tanto perturba os macacos.

2. A casa-fialho é uma casa-corpo, isto é, uma casa-macaco, o mais longínqua possível dos seres que nos visitam e se deixam entrever nas alucinações motivadas por insuficiência alcoólica. Fialho é fialho e não gosta de cyborgs, a menos que se chamem, por exemplo, moura ou guerreiro ou quitéria.

3. Existir é representar mais uma vez a corrupção do corpo, castigá-lo até ao esquecimento. Esquecimento é uma palavra-órgão do corpo-fialho e daí a insónia, porque a insónia resulta do terror do sono onde não haja mais nada para esquecer. Não haver nada para esquecer é igual a perder o corpo. É como não haver mais álcool pra beber ou cigarros pra fumar, quase tão mau como, por exemplo, ter uma obra ou conquistar a santidade.

4. A salvação – essa puta – é tornarmo-nos, pela primeira vez na nossa epopeia azul, mortais. O corpo-fialho não quer ser Travolta, quer ser um “Travolta qualquer” (p 86), esse mesmo que diria “cozi-me por dentro” (p 25), “cortar-me todo” (p 35), “até desfazer retinas” (p 44) ou “estive perto de me afogar” (p 34); Travolta, como um verdadeiro herói, ter-se-ia afogado.

5. Claro que o autor-fialho depois (de fechar o livro) liga a televisão. Faz dieta durante alguns minutos, respira fundo três vezes, preocupa-se com não desiludir o editor. Sabendo que as estórias domésticas são apenas quase verdadeiras, voltamos a lê-las mais um ror de vezes.

“A Resistência dos Materiais” - Rui Costa, Exodus (2008)

É o romance/trance que publiquei no início de 2008. Sobre ele disse Henrique Fialho isto: “A Resistência dos Materiais - romance alegórico para ser lido como um longo poema em prosa, escrito num ritmo que nunca entedia a leitura e desafia constantemente a imaginação do leitor, revelador de uma capacidade narrativa que, pretendendo fugir à banalidade, nunca resvala num hermetismo infundamentado. O grau de dificuldade deste romance é proporcional à inércia do leitor, ao pouco empenho que possa este revelar na fruição de uma história contada como um rastro que se vai deixando num matagal de metáforas extraordinárias. Há uma cidade, e na cidade decorre uma investigação científica sobre a propriedade das sombras. Os frutos dessa investigação terão consequências inimagináveis ao nível do domínio e da capacidade de influenciar os comportamentos humanos, pelo que importa manter o maior sigilo acerca das conclusões entretanto alcançadas. O que teremos, então, é uma metaforização das relações de poder estabelecidas, numa qualquer sociedade, entre os diversos agentes envolvidos numa investigação, na descoberta da verdade, na ânsia do poder. Desde logo, a negra Rafaela, filha do Comissário das Novas Descobertas, onde todas as sombras serão depositadas; o Escritor, aquele cuja função é roubar as sombras dos vivos; Maria, a mulher sem sombra que pode penetrar nas sombras dos outros, a quem cabe roubar as sombras dos mortos; os Donos, modo subjectivo de chamar à liça os homens que detêm o poder, sejam eles políticos, forças económicas, etc…” (in http://antologiadoesquecimento-leituras.blogspot.com/2008/05/resistncia-dos-materiais.html )



Rui Costa nasceu no Porto em 1972. Estudou Direito em Coimbra e foi advogado durante seis anos, em Lisboa e Londres. Concluiu um mestrado em Saúde Pública em Leeds, Inglaterra. Actualmente é professor na Escola Superior de Saúde do Vale do Ave.


Em 2005 publicou “A Nuvem Prateada das Pessoas Graves” (Quasi Edições), livro vencedor do Prémio de Poesia Daniel Faria. Em 2007 recebeu, pelo romance “A Resistência dos Materiais”, o Prémio Albufeira de Literatura. Participou em diversas publicações, nomeadamente: “Poema Poema -Antologia de Poesia Portuguesa Actual” (U.Stabile, Huelva, 2006); “A Sophia – Homenagem a Sophia de Mello Breyner Andresen” (Caminho, 2007); “Um Poema para Fiama” (Labirinto, 2007); “Sulscrito – Revista de Literatura” (Arca, 2007).

- colabora no blogue Insónia

terça-feira, 30 de setembro de 2008

ARMANDA PASSOS E OS ALUNOS DA CADEIRA PARADE




No encerramento da exposição Cadeira Parade 2007, Armanda Passos esteve no Clube Literário do Porto para conhecer o trabalho dos alunos da Escola E.B 2/3 de Cristelo.

Cecília Moreira, em representação do Lugar do Desenho - Fundação Júlio Resende, esteve também presente para conversar com os jovens artistas e professores envolvidos no projecto.

Trinta crianças encheram hoje os espaços do Clube Literário do Porto para voltarem a sentar-se nas cadeiras que, em 2007, redesenharam com base na obra de artistas portugueses.

ARMANDA PASSOS NO CLP COM OS ALUNOS DA CADEIRA PARADE





JOVENS ARTISTAS DA CADEIRA PARADE NO CLP

No último dia de exposição da “Cadeira Parade 2007” no CLP, os alunos e professores envolvidos no projecto vão voltar a sentar-se nas cadeiras que redesenharam com base no estudo das obras de artistas nacionais.

O evento contará com a presença da pintora Armanda Passos, em cuja obra os alunos se inspiraram.



Os jovens artistas da Escola EB 2/3 de Cristelo vão estar hoje, dia 30 de Setembro, no Clube Literário do Porto, para falarem sobre a experiência de transformar um objecto do quotidiano em arte.