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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

PRÉMIOS LITERÁRIOS DO P.E.N. CLUBE PORTUGUÊS

A cerimónia de entrega dos Prémios Literários do P.E.N. Clube Português, referentes às obras editadas em 2007, nas modalidades de Poesia, Ensaio, Novelística e Primeira Obra, terá lugar esta tarde, dia 15 de Dezembro, pelas 18:30, na Sociedade Portuguesa de Autores.

- saber mais aqui, no sítio do P.E.N. Clube.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

APRESENTAÇÃO DE "HISTÓRIAS QUE CONTEI AOS MEUS FILHOS", DE FERNANDO NOBRE

Apresentação do livro "Histórias que contei aos meus filhos", de Fernando Nobre, Oficina do Livro, esta tarde, pelas 18:30, no Auditório do Clube Literário do Porto.

São seis histórias que o Presidente da AMI criou ao longo de mais de 20 anos para contar aos seus quatros filhos. Os relatos incluídos na obra assentam em valores como a partilha das riquezas, meio ambiente, educação e liderança.

HOJE
no CLP
às 18:30

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

"HISTÓRIAS QUE CONTEI AOS MEUS FILHOS", DE FERNANDO NOBRE, NO CLP


Na próxima quinta-feira, dia 11 de Dezembro, pelas 18:30, o Clube Literário do Porto recebe a apresentação do livro "Histórias que contei aos meus filhos", de Fernando Nobre, Oficina do Livro.


São seis histórias que o Presidente da AMI criou ao longo de mais de 20 anos para contar aos seus quatros filhos. Os relatos incluídos na obra assentam em valores como a partilha das riquezas, meio ambiente, educação e liderança.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

ANTÓNIO ALÇADA BAPTISTA (1927 - 2008)

O escritor e jornalista António Alçada Baptista morreu esta tarde, em Lisboa, aos 81 anos. O "escritor de afectos", "com uma sensibilidade feminina", como um dia disse de si próprio, deixa uma vasta obra na área da ficção e ensaio e uma imagem de defensor da liberdade e dos direitos do homem, como frisaram hoje a escritora Inês Pedrosa ou o deputado socialista Manuel Alegre.

- ler aqui a notícia no Público.

sábado, 6 de dezembro de 2008

"NOVOS RUMOS DA POESIA"

"Dinamismo maior, dos blogues às tertúlias, não evita dificuldades na distribuição e visibilidade. São milhares os que participam em tertúlias, saraus e blogues sobre poesia, mas as vendas raramente ultrapassam números modestos. Há espaço para a poesia no mercado da edição, cada vez mais sujeito ao lucro?"
(...)
"As dificuldades crescentes na circulação e entrada nas livrarias representam, por isso, segundo os vários interlocutores auscultados pelo JN, o principal problema que actualmente enfrentam quem escreve, vende e edita poesia. "

- ler aqui o artigo de Sérgio Almeida no JN.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

UE CRIA PRÉMIO DE LITERATURA PARA NOVOS TALENTOS

"A União Europeia vai lançar um novo prémio europeu de literatura contemporânea. O objectivo é promover os novos talentos e divulgar as suas obras fora dos seus países de origem. A primeira edição do galardão será em 2009."

- ver aqui a notícia no Público.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

SUGESTÕES DE LEITURA PARA DEZEMBRO, por Rui Manuel Amaral

Miguel de Cervantes, O Engenhoso Fidalgo D. Quixote de La Mancha, Relógio D’Água, 2005

O que é que ainda falta dizer a propósito de Dom Quixote? Um livro que marcou todo o cânone literário ocidental e cuja frescura se mantém intacta, ano após ano, século após século, desde que se publicou o primeiro volume, entre 1604 e 1605? Um livro tão ou mais moderno do que qualquer outro acabado de sair do prelo? Um livro que transcende a própria literatura?
Pode ler-se cem vezes o romance do Engenhoso Fidalgo e de todas elas encontrar-se-á novos e acrescidos motivos para saborear as suas inesgotáveis situações cómicas, o tom non sense de muitos dos seus diálogos, os seus impagáveis personagens maiores do que a vida.
Em 2005, ano em que se comemoraram os 400 anos da publicação dos primeiros exemplares da obra, a Relógio D’Água e a Dom Quixote lançaram duas novas edições do romance de Cervantes, com traduções de José Bento e Miguel Serras Pereira, respectivamente. Se há livro de leitura e releitura obrigatórias, esse livro é o Dom Quixote.



Laurence Sterne, Vida e Opiniões de Tristram Shandy, 2 vols., Antígona, 1997.

Tristram Shandy ou o “livro dos livros”, como escreve Manuel Portela, o tradutor da única versão portuguesa da obra-prima de Laurence Sterne, começou a ser publicado em 1759, a expensas do próprio autor, depois de vários editores terem recusado fazê-lo. Em poucas semanas transformou-se num dos maiores fenómenos de vendas do seu tempo. Um best-seller com milhares de exemplares vendidos e várias reimpressões, para glória e fortuna do reverendo Sterne.
O motivo para tão entusiástico sucesso parece-me relativamente simples de explicar. É que não há nada mais divertido do que ver a respeitável, altiva e orgulhosa literatura tropeçar logo na primeira frase do livro, e cair aos trambolhões ao longo de nove extensos volumes e trinta e três capítulos, sem pausas para recobrar a compostura.
Depois do Shandy, a literatura apresenta-se de rastos, descabelada, desfigurada, desconcertada e acometida por um violento ataque de nervos. Não há cânones, convenções ou formalismos que resistam ao diabólico poder satírico de Sterne. Como diz Manuel Portela, “Tristram Shandy é um manifesto da liberdade de escrita e dos poderes do livro”.



Fiódor Dostoiévski, A Submissa e Outras Histórias, Editorial Presença, 2006.

Décimo quarto volume das obras de Fiódor Dostoiévski, editadas pela Presença. Reúne um conjunto de contos, escritos entre 1862 e 1877, menos conhecidos no quadro da obra canónica do autor russo, mas que revelam um Dostoiévski surpreendentemente divertido e muito próximo, por exemplo, da tradição satírica de Gógol.
“Uma História dos Diabos”, “Apontamentos de Inverno sobre Impressões de Verão” e o fantástico “Crocodilo”, exploram magistralmente o humor, a sátira e a paródia para ridicularizar os poderes da época (social, político, económico), e são dos contos mais desconcertantes e divertidos da literatura russa.
A quem interessar esta faceta, digamos, mais cómica de Dostoiévski, outro livro imperdível é “Um Sonho do Tio” (Assírio & Alvim, 2000). Ambos traduzidos pelos incontornáveis Nina Guerra e Filipe Guerra.


Augusto Monterroso, A Ovelha Negra e Outras Fábulas, Angelus Novus, 2008.

Um macaco que queria ser um escritor satírico, a mosca que sonhava ser uma águia, o mocho que queria salvar a humanidade, o camaleão que decididamente não sabia que cor escolher para si e um cavalo a imaginar Deus. Eis algumas das histórias que fazem deste livro uma verdadeira preciosidade.
“A Ovelha Negra” é um conjunto de pequenas ficções povoadas por bichos raros e caprichosos que, entre outras excentricidades, estão apostados em subverter todas as fórmulas e convenções da fábula clássica. Tudo isto resulta num imenso divertimento e num olhar muito peculiar sobre a natureza humana, pleno de humor e sarcasmo. O autor explica: “O humor é o realismo levado às últimas consequências. Com a excepção da literatura pseudo-humorística, tudo o que o homem faz é risível e jocoso.”
Augusto Monterroso (1921-2003) é tradicionalmente considerado um dos principais mestres do conto breve e este livro é o volume inaugural da colecção “Microcosmos”, a primeira em Portugal dedicada exclusivamente à microficção. A tradução, irrepreensível, é de Ana Bela Almeida.


Rui Lage, Corvo, Quasi, 2008

Declaração de interesses: sou amigo do autor. Ora, mesmo correndo o risco de estar a violar alguma espécie de lei das incompatibilidades, não posso deixar de recomendar a última obra de Rui Lage, “Corvo”. Este é simplesmente o mais belo livro de poemas que li em 2008. Um olhar duro e acutilante do Portugal dos nossos dias. Um país que voltou as costas a si próprio, em nome de uma falsa modernidade e de uma ideia de progresso que não passa, como é sabido, da mais pura ficção. “Corvo” é um retrato brutal de nós mesmos, temperado com uma delicadíssima dose de humor e ironia que o tornam verdadeiramente singular. Um exemplo:

AS ÚLTIMAS ALDEIAS
Tão curta visita
ó pais domingueiro
do verso cosmopolita:
amanhã também te vais
quem ficará para tocar
o gado por esses montes,
travar a fome das silvas
a bocarra dos matagais,
quem salvo gatunos
de mochilas com vontade
ao recheio de molduras,
lustres, santos de altar,
incensórios, castiçais,
até que o cerco do mato
rasure dos mapas a placa
como dos trilhos faz tempo
o chiar do carro de bois?




Rui Manuel Amaral nasceu no Porto, em 1973, cidade onde vive. É coordenador literário da revista aguasfurtadas. Caravana é o seu primeiro livro. Colabora no blogue Dias Felizes e é também baterista da banda rock The Jills.

sábado, 29 de novembro de 2008

LANÇAMENTO DE “INTER-CIDADES”, DE MINÊS CASTANHEIRA

Esta tarde, o Clube Literário recebe o lançamento do livro de poesia “Inter-cidades”, de Minês Castanheira, Editora Letras e Coisas.


A apresentação estará a cargo de Carlos Amaral Dias, autor do prefácio do livro.


"Ainda ontem fomos imensas coisas. Tu e eu.
Um comboio a rasgar paisagens.
Um gigante de rosto caído contra a terra macia. As mãos acesas
sobre as pontas molhadas das folhas. E braços longos ao nível do
chão, tábuas a fazer o caminho inverso sobre o rio.
Ainda ontem fomos imensas coisas. Um comboio em força entre as
paisagens.
Um inter-cidades."


HOJE
no CLP
às 18:00

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

BIBLIOTECA PESSOAL DE FERNANDO PESSOA DIGITALIZADA

A Casa Fernando Pessoa vai disponibilizar o acesso online de toda a biblioteca particular do autor do "Livro do desassossego". O anúncio foi feito esta terça-feira, na abertura do Congresso Internacional dedicado ao poeta.

- ler aqui a notícia no JN.

REVISTA NOVA ÁGUIA Nº2

ANTÓNIO VIEIRA & O FUTURO DA LUSOFONIA ENSAIO, POESIA E OUTROS TEMAS

Começando com um texto de Adriano Moreira Inclui O TERRITÓRIO E O MAPA, de João Teixeira da Motta. Com cartas de Agostinho da Silva, Cruzeiro Seixas, Dalila Pereira da Costa e António Quadros. Acabando com um inédito de Jean-Yves Leloup.

- saber mais aqui sobre a Revista Nova Águia.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

TEATRO SENTADO: “MONIQUE”, DE LUÍSA COELHO, NO CLP

No Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher, o Clube Literário do Porto marca a diferença, dando voz a “Monique“, obra de Luísa Coelho, numa adaptação para Teatro Sentado feita propositadamente pela autora para o espaço do CLP.

“Monique” é a carta-resposta ao adeus de Alexis, a personagem-título da obra de Marguerite Yourcenar, clássico da literatura publicado em 1929. Mas é mais do que isso. É uma viagem ao interior do feminino, uma reflexão acerca da percepção das mulheres sobre elas próprias e sobre a sociedade em que vivem.

Esta noite, pelas 21:30, no Piano Bar, “Monique” sob ao palco pela voz dos intérpretes Cristina Canavarro (Monique mais velha), Andreia Faria (Monique nova), Rafael Tormenta (pai de Monique) e Hugo Santos (Alexis).


HOJE
no CLP
às 21:30

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

AOS OLHOS DO FEMININO


“500 Years of Female Portraits in Western Art”, animação de Philip Scott Johnson, nomeada para “Most Creative Video“ YouTube Awards de 2007.

Música: Bach's Sarabande from Suite for Solo Cello No. 1 in G Major, BWV 1007 performed by Yo-Yo Ma


NOTA:

No dia 20 de Novembro, pelas 21:30, o Clube Literário do Porto recebe a apresentação de "Monique", obra de Luísa Coelho, adaptada propositadamente pela autora para Teatro Sentado e para o espaço do CLP.

A peça contará com a actuação de Adriana Faria, Cristina Canavarro, Hugo Santos e Rafael Tormenta.

domingo, 23 de novembro de 2008

AOS OLHOS DO FEMININO


Women In Film from Philip Scott Johnson on Vimeo.


NOTA:

No dia 25 de Novembro, pelas 21:30, o Clube Literário do Porto recebe a apresentação de "Monique", obra de Luísa Coelho, adaptada propositadamente pela autora para Teatro Sentado e para o espaço do CLP.

A peça contará com a actuação de Adriana Faria, Cristina Canavarro, Hugo Santos e Rafael Tormenta.

sábado, 22 de novembro de 2008

AOS OLHOS DO FEMININO

“Com um marido é preciso enfrentar todas as vulgaridades do mundo. O dinheiro, os pagamentos, os deveres de sociedade, o tédio do quotidiano, as crianças, as doenças, a família. Sim, tal como você, eu também não considerava os laços de família como uma razão suficiente de sociabilidade. Era um fardo a mais. Consigo eu queria apenas viajar, percorrer o mundo, conhecer prazeres, falar sobre os nossos livros preferidos, encontrar os amigos e escutar a respiração das rãs durante a noite.”

- Luísa Coelho
“Monique”, Ela por Ela, 2004


NOTA:

No dia 25 de Novembro, pelas 21:30, o Clube Literário do Porto recebe a apresentação de "Monique", obra de Luísa Coelho, adaptada propositadamente pela autora para Teatro Sentado e para o espaço do CLP.

A peça contará com a actuação de Adriana Faria, Cristina Canavarro, Hugo Santos e Rafael Tormenta.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

EUROPEANA ACESSÍVEL AO PÚBLICO

"Já está acessível ao público a biblioteca multimédia europeia Europeana. Livros raros, antigos ou esgotados, pinturas, músicas, manuscritos ou mapas: é possível encontrar tudo isto à distância de um clique dos utilizadores da Internet de todo o mundo e acessível em todas as línguas."

- ler o artigo aqui no JPN.

AOS OLHOS DO FEMININO

“O êxtase religioso e o erotismo eram longos. E, após o ofício religioso, era preciso receber a bênção do capelão. Ele aproximava-se de nós e beijávamos-lhe a mão. Então, perguntava-nos em que estado se encontrava a nossa alma e, com a sua mão de homem, tocava o nosso coração naquele sítio onde ele podia perfeitamente sentir o nosso pequeno seio que começava a querer crescer. “

- Luísa Coelho
“Monique”, Ela por Ela, 2004

NOTA:

No dia 25 de Novembro, pelas 21:30, o Clube Literário do Porto recebe a apresentação de "Monique", obra de Luísa Coelho, adaptada propositadamente pela autora para Teatro Sentado e para o espaço do CLP.

A peça contará com a actuação de Adriana Faria, Cristina Canavarro, Hugo Santos e Rafael Tormenta.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

AOS OLHOS DO FEMININO

“O meu pai voltava sempre. Como a chuva. Ele tinha-me confiado um dia que apenas a morte não tinha regresso. Mas afinal, eu descobri que é o regresso que é difícil, até mesmo impossível às vezes, e que a infância é também um espaço sem regresso. Não é o tempo que não pode regressar, somos nós que não podemos retornar sobre o nosso próprio tempo. Nunca regressei à ilha da minha infância.”

- Luísa Coelho
“Monique”, Ela por Ela, 2004




NOTA:

No dia 25 de Novembro, pelas 21:30, o Clube Literário do Porto recebe a apresentação de "Monique", obra de Luísa Coelho, adaptada propositadamente pela autora para Teatro Sentado e para o espaço do CLP.

A peça contará com a actuação de Adriana Faria, Cristina Canavarro, Hugo Santos e Rafael Tormenta.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

JOÃO RUI DE SOUSA VENCE PRÉMIO DE POESIA TEIXEIRA DE PASCOAES

"O livro de poemas «Quarteto para as próximas chuvas», de João Rui de Sousa, foi o vencedor do Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes, instituído pela Câmara Municipal de Amarante.

Fizeram parte do júri do prémio, este ano na sua sexta edição, Fernando Pinto do Amaral, António Cândido Franco, Luís Adriano Carlos, Isabel Morujão e António José Queiroz, que escolheram por unanimidade a obra vencedora."

-ler aqui a notícia no Diário Digital.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

AOS OLHOS DO FEMININO

“Já tive, algumas vezes, vontade de escrever uma resposta de Monique, a qual, sem contradizer em nada a confidência de Alexis, esclareceria sobre certos aspectos esta aventura, e que nos daria da jovem uma imagem menos idealizada e mais completa. Até agora ainda não ousei fazê-lo. Não há nada mais íntimo do que uma existência feminina.”

- Marguerite Yourcenar
“Alexis“, Colecção Folio, Gallimard, 1996

NOTA:
No dia 25 de Novembro, pelas 21:30, o Clube Literário do Porto recebe a apresentação de "Monique", obra de Luísa Coelho, adaptada propositadamente pela autora para Teatro Sentado e para o espaço do CLP.

A peça contará com a actuação de Adriana Faria, Cristina Canavarro, Hugo Santos e Rafael Tormenta.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

“LONGA VIDA À AUTONOMIA DO JOGO LITERÁRIO!”, LUÍS CARMELO

"Quando a literatura for um jogo que se joga a si mesmo, envolvendo o céu que a circunda mas sem dele depender (e sem o afã de o reduplicar), entraremos num novo reino.
Porventura um reino impossível, mas convenhamos… muito desejado. “

- ler a crónica de Luís Carmelo aqui no PNET Literatura.